O Rio de Janeiro é uma fonte de energia inesgotável pra mim. Sempre que preciso recarregar minha bateria vou direto pra lá. É a minha cidade. O lugar onde eu nasci, cresci e vivi coisas inesquecíveis. O lugar que está marcado em mim para sempre.
Os adeptos das longas sessões de terapia que me desculpem mas não há remédio melhor para as angústias da vida do que uma corridinha pela orla carioca ou um mergulho naquele mar gelado. Os que não gostam de corrida nem do mar, ainda podem tentar um pôr-do-sol no Arpoador. Eu recomendo.
Basta me conhecer um pouco para perceber que eu sou uma pessoa do dia e não da noite. Gosto da luz do sol. De ver o céu bem azul. De preferência sem nuvens. Se não for possível, que sejam bem branquinhas. Como se fossem algodões-doces no céu.
Na semana passada estive no Rio e vivi um domingo especial. Corri do Aterro do Flamengo até a Praia de Ipanema com meu irmão e minha cunhada. O sol estava bem forte, queimando a pele. Um céu que parecia feito sob encomenda. Um dia tão lindo que faz você se perguntar por que não pode viver dias assim todo dia.
Chegamos em Ipanema exaustos e eu fui direto mergulhar. Só quando voltei para a areia que percebi como estava com saudade do gosto de sal na boca e do cheiro que fica na pele. O mar estava bem agitado, assim como nós, torcedores fanáticos do Flamengo. Era dia de clássico: Flamengo X Vasco. Antes de sair da praia tive que tomar o tradicional mate de latão. Almoçamos no Da Silva, restaurante a kilo de Ipanema que faz você acreditar que o bacalhau é realmente um manjar dos Deuses, e fomos pra casa voando.
Entramos no Maracanã bem tarde, já estava lotado. Foi uma das poucas vezes que fomos de carro e foi um sufoco para achar vaga. Eu, Ricardo, Felipe e Rhani ficamos no lugar de sempre e vibramos junto com uma Nação eufórica. Ver o Flamengo ganhar de 3X1 do Vasco, no Maraca lotado, é uma das maiores alegrias que um flamenguista pode ter. Ganhar do Vasco é sempre uma delícia. A cidade ficou em festa.
Para fechar o dia do jeito que carioca gosta, um Baixo Gávea lotado de bandeiras do time mais querido do Brasil. No fim do dia, o bacalhau divino que comemos no almoço fez ainda mais sentido. Infelizmente, o Arpoador teve que ficar para o dia seguinte.

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